Não lhe conheço todos os filmes, não me pronuncio quanto à sua arte mas tenho uma admiração quase platónica por ela.
"As palavras são, tantas vezes, feitas daquilo que significamos" Antídoto José Luís Peixoto
segunda-feira, novembro 10, 2003
The Smiths
There Is A Light That Never Goes Out
Falar deles é falar de mim, é sentir em tudo o que sou ou faço os ecos das letras na minha vida, falar deles é dizer que me marcaram, me deixaram por muitos e muitos anos a pensar…Falar deles é um misto de admiração e encantamento juvenil que se prolonga para a minha vida adulta e adquire cada vez mais sentido à medida que os anos passam. Falar deles é invocar os tempos de preto vestido sem concessões, é invocar os sapatos que ainda tenho e uso, falar deles é deixar-me fascinar pelo triste e belo.
Falar deles é falar de Manchester e do sonho de viajar para lá e sentir saudades de uma viagem que nunca faria por estar fora do tempo certo.
Falar deles é falar do meu álbum de vinil preferido comprado em Lisboa numa loja de discos no Arieiro um ano depois de terem acabado.
Falar deles é tão bom, ouvi-los continua a ser muito melhor.
Falar deles dá vontade de colocar aqui as letras todas, aquelas que me fizeram crescer antes de tempo, as que me fizeram amanhecer triste e nunca mais voltar a sentir alegria numa manhã do mundo, sem que isso me perturbe.
Não falar deles num sítio onde falo de mim seria não falar de todo.
Take me out tonight
Where there's music and there's people
And they're young and alive
Driving in your car
I never never want to go home
Because I haven't got one
Anymore
Take me out tonight
Because I want to see people and I
Want to see life
Driving in your car
Oh, please don't drop me home
Because it's not my home, it's their
Home, and I'm welcome no more
And if a double-decker bus
Crashes into us
To die by your side
Is such a heavenly way to die
And if a ten-ton truck
Kills the both of us
To die by your side
Well, the pleasure - the privilege is mine
Take me out tonight
Take me anywhere, I don't care
I don't care, I don't care
And in the darkened underpass
I thought Oh God, my chance has come at last
(But then a strange fear gripped me and I
Just couldn't ask)
Take me out tonight
Oh, take me anywhere, I don't care
I don't care, I don't care
Driving in your car
I never never want to go home
Because I haven't got one, da ...
Oh, I haven't got one
And if a double-decker bus
Crashes into us
To die by your side
Is such a heavenly way to die
And if a ten-ton truck
Kills the both of us
To die by your side
Well, the pleasure - the privilege is mine
Oh, There Is A Light And It Never Goes Out
There Is A Light And It Never Goes Out
Falar deles é falar de mim, é sentir em tudo o que sou ou faço os ecos das letras na minha vida, falar deles é dizer que me marcaram, me deixaram por muitos e muitos anos a pensar…Falar deles é um misto de admiração e encantamento juvenil que se prolonga para a minha vida adulta e adquire cada vez mais sentido à medida que os anos passam. Falar deles é invocar os tempos de preto vestido sem concessões, é invocar os sapatos que ainda tenho e uso, falar deles é deixar-me fascinar pelo triste e belo.
Falar deles é falar de Manchester e do sonho de viajar para lá e sentir saudades de uma viagem que nunca faria por estar fora do tempo certo.
Falar deles é falar do meu álbum de vinil preferido comprado em Lisboa numa loja de discos no Arieiro um ano depois de terem acabado.
Falar deles é tão bom, ouvi-los continua a ser muito melhor.
Falar deles dá vontade de colocar aqui as letras todas, aquelas que me fizeram crescer antes de tempo, as que me fizeram amanhecer triste e nunca mais voltar a sentir alegria numa manhã do mundo, sem que isso me perturbe.
Não falar deles num sítio onde falo de mim seria não falar de todo.
Take me out tonight
Where there's music and there's people
And they're young and alive
Driving in your car
I never never want to go home
Because I haven't got one
Anymore
Take me out tonight
Because I want to see people and I
Want to see life
Driving in your car
Oh, please don't drop me home
Because it's not my home, it's their
Home, and I'm welcome no more
And if a double-decker bus
Crashes into us
To die by your side
Is such a heavenly way to die
And if a ten-ton truck
Kills the both of us
To die by your side
Well, the pleasure - the privilege is mine
Take me out tonight
Take me anywhere, I don't care
I don't care, I don't care
And in the darkened underpass
I thought Oh God, my chance has come at last
(But then a strange fear gripped me and I
Just couldn't ask)
Take me out tonight
Oh, take me anywhere, I don't care
I don't care, I don't care
Driving in your car
I never never want to go home
Because I haven't got one, da ...
Oh, I haven't got one
And if a double-decker bus
Crashes into us
To die by your side
Is such a heavenly way to die
And if a ten-ton truck
Kills the both of us
To die by your side
Well, the pleasure - the privilege is mine
Oh, There Is A Light And It Never Goes Out
There Is A Light And It Never Goes Out
domingo, novembro 09, 2003
"The Majority rules only those who let them"
Trata-se de um exercício arriscado mas que para mim faz todo o sentido, a frase é de uma publicidade aos meus sapatos preferidos, o poema esse é do meu poeta preferido, as conclusões do que sair são para quem se preocupa com isso, eu não...
"Vem por aqui" - dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidade!
Não acompanhar ninguém.
- Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre a minha mãe
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?
Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.
Como, pois sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...
Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tectos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém.
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.
Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onda que se alevantou.
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
- Sei que não vou por aí!
Cantico Negro - José Régio
Trata-se de um exercício arriscado mas que para mim faz todo o sentido, a frase é de uma publicidade aos meus sapatos preferidos, o poema esse é do meu poeta preferido, as conclusões do que sair são para quem se preocupa com isso, eu não...
"Vem por aqui" - dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidade!
Não acompanhar ninguém.
- Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre a minha mãe
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?
Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.
Como, pois sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...
Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tectos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém.
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.
Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onda que se alevantou.
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
- Sei que não vou por aí!
Cantico Negro - José Régio
Encantos I
Há poetas que nos trazem tanta coisa que por mais que se queira agradecer tal nunca é possível.
Este trouxe a Poesia e juntou a musica para me encantar
Mas pra que
Pra que tanto céu
Pra que tanto mar,
Pra que
De que serve esta onda que quebra
E o vento da tarde
De que serve a tarde
Inútil paisagem
Pode ser
Que não venhas mais
Que não venhas nunca mais
De que servem as flores que nascem
Pelo caminho
Se o meu caminho
Sozinho é nada
É nada
Há poetas que nos trazem tanta coisa que por mais que se queira agradecer tal nunca é possível.
Este trouxe a Poesia e juntou a musica para me encantar
Mas pra que
Pra que tanto céu
Pra que tanto mar,
Pra que
De que serve esta onda que quebra
E o vento da tarde
De que serve a tarde
Inútil paisagem
Pode ser
Que não venhas mais
Que não venhas nunca mais
De que servem as flores que nascem
Pelo caminho
Se o meu caminho
Sozinho é nada
É nada
sexta-feira, novembro 07, 2003
quinta-feira, novembro 06, 2003
Rádio
De vez em quando dá-me saudades dos meus tempos de rádio.
Traz-me a memória o pânico do arrancar a tempo
Do cigarro fumado nos minutos da música a tocar
Da branca em directo, da luz vermelha que nos deixa ser ar
Das escolhas que se fazem em casa
E se alteram 10 segundos antes de trocar de faixa…
Em tudo parecido com a vida fora do Estúdio.
quarta-feira, novembro 05, 2003
Traumas da Escrita
Tinha 15 anos quando li o Memorial do Convento, lio para saber que não gostava, como quem come um prato de sopa, da história que não gostei por ai alem nada tenho a dizer, cada um é livre de ter as ideias que quiser. Da escrita sem pontos ou virgulas ficou o trauma ... ainda hoje não consigo acertar com a pontuação nas frases, por causa disso escrevo muito mais a explicar o que quero dizer do que a dizer o que quero .
Tinha 15 anos quando li o Memorial do Convento, lio para saber que não gostava, como quem come um prato de sopa, da história que não gostei por ai alem nada tenho a dizer, cada um é livre de ter as ideias que quiser. Da escrita sem pontos ou virgulas ficou o trauma ... ainda hoje não consigo acertar com a pontuação nas frases, por causa disso escrevo muito mais a explicar o que quero dizer do que a dizer o que quero .
Escrita
Não sei escrever, gostava, mas não sei alinhavar mais que uma ideias numa frase ando a aprender as formas como as palavras juntas ganham vida e se transformam em ideias, esta página mais não é que um exercicio de escrita se algum dia lerem, ( se houver alguem que lê isto ) algo que valha a pena foi somente porque parei na escrita um dos meus pensamentos.
Não sei escrever, gostava, mas não sei alinhavar mais que uma ideias numa frase ando a aprender as formas como as palavras juntas ganham vida e se transformam em ideias, esta página mais não é que um exercicio de escrita se algum dia lerem, ( se houver alguem que lê isto ) algo que valha a pena foi somente porque parei na escrita um dos meus pensamentos.
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