sexta-feira, abril 30, 2004

Fragmentos # 94



O que te digo... é arrancado do peito, trazido na mente e depositado no teu coração

quinta-feira, abril 29, 2004

Fragmentos # 94

Recordo que abandonei este livro porque na altura não o entendi , acho que me faltava a maturidade para o compreender, se calhar para compreender não o livros mas os conceitos que nele estavam hoje chamaram-me á atenção para uma pequena frase/conceito que consta nele , eu sou para os outros um produtos das construções que essas mesmas pessoas, fazem nunca aquilo que eu quero ser, aquilo que penso ser, aquilo que eu penso que os outros me acham ... acho que vou voltar a ler Pirandello

Ninguém Se Conhece a Si Mesmo
Julga que se conhece, se não se construir de algum modo? E julga que eu posso conhecê-lo, se não o construir à minha maneira? E julga que me pode conhecer, se não me construir à sua maneira? Só podemos conhecer aquilo a que conseguimos dar forma. Mas que conhecimento pode ser esse? Não será essa forma a própria coisa? Sim, tanto para mim como para si; mas não da mesma maneira para mim e para si: isso é tão verdade que eu não me reconheço na forma que você me dá, nem você se reconhece na forma que eu lhe dou; e a mesma coisa não é igual para todos e mesmo para cada um de nós pode mudar constantemente. E, contudo, não há outra realidade fora desta, a não ser na forma momentânea que conseguimos dar a nós mesmos, aos outros e às coisas. A realidade que eu tenho para si está na forma que você me dá; mas é realidade para si, não é para mim. E, para mim mesmo, eu não tenho outra realidade senão na forma que consigo dar a mim próprio. Como? Construindo-me, precisamente.
Luigi Pirandello (escritor italiano, 1867-1936), in "Um, Ninguém e Cem Mil"
Dia Mundial da Dança - 29 de Abril


The Last Dance Artist: Robert Duval

Modern Dance
Maybe I should go and live in Amsterdam
in a side street near a big canal
spend my evenings in the Van Gogh Museum
what a dream, Van Gogh Museum

Maybe its time to see Tangiers
a different life-style, some different fears
and maybe I should be in Edinburgh
in a kilt in Edinburgh

Doin' a modern dance
doin' a modern dance

Or maybe I should get a farm in southern France
where the winds are wispy and the villagers dance
and you and I we'd sleep beneath a moon
moon in June and sleep till noon

And maybe you and I could fall in love
regain the spirit that we once had
you'd let me hold you and touch the night
that shines so bright, so bright with fright

Doin' a modern dance
doin' a modern dance

Shit, maybe I could go to Yucatan
where women are women, a man's a man
ah, no one confused, ever loses place
with their place in the human race

Maybe I'm not cut out for city life
the smell of exhaust, the smell of strife
and maybe you don't wanna be a wife
it's not a life being a wife

Doin' a modern dance
doin' a modern dance

So maybe I should go to Tanganyika
where the rivers run, down mountains tall and steep
or go to India to study chants
and lose romance to a mantra's dance

I need a guru, I need some law
explain to me the things we saw
why it always comes to this
it's all downhill after the first kiss

Maybe I should move to Rotterdam
maybe move to Amsterdam
I should move to Ireland, Italy, Spain
Afghanistan where there is no rain

Or maybe I should just learn a modern dance
where roles are shifting the modern dance
you never touch you don't know who you're with
this week, this month, this time of year
this week, this month, this time of year

Doin' a modern dance
you don't know who you're with modern dance
I should move to Pakistan, go to Afghanistan
Dance, you don't know who you're with
dance, you don't know who you're with
modern dance
And maybe you don't wanna be a wife
it's not life being a wife
doin' a modern dance
you never touch you don't know who you're with
Dance, modern dance
the roles are shifting dance
you never touch you don't know who you're with
Dance, modern dance
maybe you don't wanna be a wife
it's not a life being a wife

Lou Reed

quarta-feira, abril 28, 2004

Fragmentos #93

Les Echelles en Roue de Feu Traversent l`Azur, 1953 - Joan Miro

Invade-me o cansaço, criei rotinas que não consigo quebrar , escrever cansa , ler também me cansa, procuro nos outros as formulas de uma expressão que me tem vindo a falhar, não entendo os motivos , penso que vou estar de férias disponível apenas para textos curtos e aparentemente sem sentido !
Fragmentos #92

Na lógica social questiono-me sobre a classificação que me cabe...
Alfas +, Alfas, Betas, Gamas, Y e Y-

segunda-feira, abril 26, 2004

Hoje

A todos os que me tem aturado
A todos os que me encantam
A todos os que para mim são importantes



Amigo

Mal nos conhecemos
Inaugurámos a palavra amigo!

Amigo é um sorriso De boca em boca,
Um olhar bem limpo,
Uma casa, mesmo modesta, que se oferece.

Um coração pronto a pulsar Na nossa mão!
Amigo (recordam-se, vocês aí, Escrupulosos detritos?)
Amigo é o contrário de inimigo!

Amigo é o erro corrigido,
Não o erro perseguido, explorado.
É a verdade partilhada, praticada.

Amigo é a solidão derrotada!
Amigo é uma grande tarefa,
Um trabalho sem fim,

Um espaço útil, um tempo fértil,
Amigo vai ser, é já uma grande festa!

Alexandre O'Neill, No Reino da Dinamarca
Diário visual de um ano passado #1
Encontros

Etude de Femme, 1940 - Artist: Henri Matisse
Viagens

Trabalhos

Travel Phone Artist: Joseph Kiley
Projectos iniciados

sexta-feira, abril 23, 2004

Fragmentos #91
Motivos
Eu comecei a escrever para para lhe dizer as mil formas da palavra gostar, para contar-lhe as mil maneiras de descobrir porque os meus olhos brilhavam sempre que se prendiam nos dela....
Comemorações # 7
Neste Site um arquivo de memórias
Comemorações # 6

Foto de OS CÃES LADRAM MAS A CARAVANA PASSA

Abril é Evolução

Não via tanto entusiasmo pela Revolução de Abril desde a muito tempo, se a campanha teve algumas virtudes foi de tirar das paradas militares nos Jerónimos e dos discursos na Assembleia as ideias da Revolução de Abril e de por as pessoas a pensar nos significados e nas ideais defendidos.
Ás vezes é necessário provocar para ver se ainda mexe, fico contente... ainda mexe e efectivamente para mim Abril é Revolução e Evolução.