"As palavras são, tantas vezes, feitas daquilo que significamos"
Antídoto
José Luís Peixoto
quarta-feira, junho 23, 2004
Se eu vivesse numa fotografia, que fotografia seria ?
Robert Doisneau - Kiss by the Hotel de Ville - 1950
Ontem descobri que esta seria a minha foto/habitação...
terça-feira, junho 22, 2004
aniversariante | adj. 2 gén. | s. 2 gén.
adj. 2 gén.,
que aniversaria;
s. 2 gén.,
pessoa que aniversaria.
parabéns | s. m. pl.
parabéns
s. m. pl.,
felicitações;
congratulações.
Artigo 13.º (Princípio da igualdade) 1. Todos os cidadãos têm a mesma dignidade social e são iguais perante a lei.
2. Ninguém pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo, raça, língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica ou condição social.
Constituição da República Portuguesa
Artigo 4.º (Cidadania portuguesa) São cidadãos portugueses todos aqueles que como tal sejam considerados pela lei ou por convenção internacional.
Constituição da República Portuguesa
Definições Ilkka Uimonen / Magnum Photos
cidadão fem. cidadã
s. m.,
habitante da cidade;
habitante de um estado livre, com direitos civis e políticos;
fam.,
indivíduo qualquer;
adj.,
relativo a cidade.
cidadania s. f.,
qualidade, direito de cidadão;
título honorífico com que uma cidade presta homenagem a uma personagem importante, considerando-a como um dos seus filhos.
segunda-feira, junho 21, 2004
20 Junho - Dia Mundial do Refugiado UNHCR Triste é a vida de um homem quando a sua esperança está na fuga !
sexta-feira, junho 18, 2004
Aristides de Sousa Mendes
Diplomata: 1885 - 1954
«Quem salva uma vida humana é como se salvasse um mundo inteiro»
Fragmentos #104 Fotógrafo: Jean Gaumy Agência: Magnum Photos
Para M ... não deixes de voar !
Instantes
Se eu pudesse viver novamente a minha vida, na próxima trataria de cometer mais erros.
Não tentaria ser tão perfeito, relaxaria mais.
Seria mais tolo do que tenho sido, na verdade, bem poucas coisas levaria a sério.
Seria menos higiénico.
Correria mais riscos, viajaria mais, contemplaria mais entardeceres, subiria mais montanhas, nadaria mais rios.
Iria a mais lugares onde nunca fui, tomaria mais sorvete e menos lentilha, teria mais problemas reais e menos problemas imaginários.
Eu fui uma dessas pessoas que viveu sensata e produtivamente cada minuto da sua vida; claro que tive momentos de alegria.
Mas, se pudesse voltar a viver, trataria de ter somente bons momentos.
Porque, se não sabem, disso é feita a vida, só de momentos, não perca o agora.
Eu era um desses que nunca ia a parte alguma sem ter um termómetro, uma bolsa de água quente, um guarda-chuva e um paraquedas; se voltasse a viver, começaria a andar descalço no começo da primavera e continuaria até o final do outono.
Daria mais voltas na minha rua, contemplaria mais amanheceres e brincaria com mais crianças. Se tivesse outra vez uma vida pela frente. Mas, já viram, tenho 85 anos e sei que estou morrendo...
José Luís Borges (autoria não assumida)
Fragmentos #113 Fotógrafo: Jean Gaumy Agência: Magnum Photos
Amar
Que pode uma criatura senão,
entre criaturas, amar?
amar e esquecer,
amar e malamar,
amar, desamar, amar?
sempre, e até de olhos vidrados, amar?
Que pode, pergunto, o ser amoroso,
sozinho, em rotação universal, senão
rodar também, e amar?
amar o que o mar traz à praia,
o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha,
é sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?
Amar solenemente as palmas do deserto,
o que é entrega ou adoração expectante,
e amar o inóspito, o cru,
um vaso sem flor, um chão de ferro,
e o peito inerte, e a rua vista em sonho, e uma ave de rapina.
Este o nosso destino: amor sem conta,
distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas,
doação ilimitada a uma completa ingratidão,
e na concha vazia do amor a procura medrosa,
paciente, de mais e mais amor.
Amar a nossa falta mesma de amor, e na secura nossa
amar a água implícita, e o beijo tácito, e a sede infinita.