sexta-feira, dezembro 29, 2006

Creio que vi o amor começar ( parte 2 )


Ela disse-lhe tudo, a que horas se deitava, cedo sem novelas, o que habitualmente comia, coisas ligeiras, pediu-lhe desculpa por uma pequena mentira, a saída naquela noite não podia ser a dois as amigas ainda não sabiam.
Ele envergonhado encostou a sua mão a perna dela fazendo-lhe pequenas festas, discretas, perdoou a mentira, disse que não fazia mal entendia, assentiu que comer muito faz mal, confessou que em casa não tinha o habito de se deitar cedo, mas deixou a promessa sem o referir que podia mudar.
Na banalidade da conversa que tiveram mais que os perfis trocaram cumplicidades.

quarta-feira, novembro 22, 2006

Creio que vi o Amor começar…

Discutiam os prazos de interposição de recursos e as questões a ter em conta nos diferentes processos sumario ou sumaríssimo, recordavam os artigos, as alíneas e montantes de cada um, adveio então o silêncio, os olhos já discorriam sobre os beijos futuros e os projectos inimagináveis do primeiro toque de mãos.

terça-feira, novembro 14, 2006

Re:

Entendi finalmente a minha espécie, rejeito o urbano e assumo a ruralidade como minha, percebi que não me fascinam as grandes avenidas, não as troco pelos campos vermelhos da época.

sexta-feira, novembro 03, 2006

19:48

Ontem prendeu-se uma angustia no peito, por momentos fiquei mal disposto ao ponto de quase vomitar, veio á memória os sentimentos reprimidos por não estar no sítio certo a hora certa, as lágrimas que não saíram quando li a morte de Dora, o espanto calado quando na estação de Entrecampos ouvi uma mulher a cantar e a agradecer a Deus uma chuva torrencial que caia, o medo de queda de alguém que estava perto demais do comboio que passava.
Lisboa suburbana esta a transformar-me pensei inicialmente que fosse um outro universo para o qual eu só espreitaria ocasionalmente, ou faria tangentes quando a isso fosse obrigado, agora apercebo-me que não é nada disso, o meu medo é outro é de me tornar na senhora que ao meu lado usa as revistas cor-de-rosa como a gradação moral da sua vida, no senhor que se aniquila em sono profundo para esquecer que regressar a casa é só um passo para voltar amanhã.
Eu que amava Lisboa por tudo o que é romanceado, sinto-me traído pelo contraste do seu brilho que não escapa a primeira observação matinal de uma estação de comboios.

sexta-feira, outubro 27, 2006

18:30 Post de Antecipação

Hoje é um dia de memórias, recordações de um passado fantasiado quando a realidade era francamente diferente.
Não achei piada a nada, não houve desejo, não senti interesse, nada do que se passou deixou cicatrizes e actualmente deixei de rir por simpatia quando o recriam.
As recriações enfadam-me!
Quanto muito não me levanto e desapareço, quanto muito…
13:17

Explico, neo-realista ou na verdade, perdido na trilogia urbana.

quinta-feira, outubro 12, 2006

Urban Rules to Survive Nº1,2 and 3.

Eu finjo!
Eu escondo!
Eu diluo-me!

terça-feira, outubro 10, 2006

18:39 (Minuto de Medo)Gare de Entrecampos, Lisboa, Portugal.

Passam pela vida com o sabor de descafeinado no olhar!
Os gestos, a pose, a roupa, tudo á distância é café, tudo no perto é descafeinado, perdem o encanto pela boca e pela proximidade.

quarta-feira, outubro 04, 2006

18:37

Ontem desliguei-me, abandonei-me por uns segundos a uma torrente que passava e deixe-me ir, anónimo, sem pensamentos, sem emoções, sem ver, deixei que as funções primárias do meu corpo me comandassem! A experiência ainda não tem uma conclusão definitiva!

quarta-feira, setembro 27, 2006

10:58

Ando a tentar tira das molduras as caras da minha vida.