A distância que criei na ausência das palavra, faz com que, ao
processo de escrever voltasse a dificuldade inicial .
Se voltar atrás na memória ouvirei "fala mais de ti, expõem-te mais"
mas a memória é traiçoeira e se nem sempre o que te dizem é o que
queres ouvir ou fazer, a maleabilidade da memória permite ajustes de
forma a tornar as palavras mais suaves á vontade.
"As palavras são, tantas vezes, feitas daquilo que significamos" Antídoto José Luís Peixoto
sexta-feira, março 07, 2008
quarta-feira, dezembro 26, 2007
Regresso
sexta-feira, dezembro 29, 2006
Creio que vi o amor começar ( parte 2 )

Ela disse-lhe tudo, a que horas se deitava, cedo sem novelas, o que habitualmente comia, coisas ligeiras, pediu-lhe desculpa por uma pequena mentira, a saída naquela noite não podia ser a dois as amigas ainda não sabiam.
Ele envergonhado encostou a sua mão a perna dela fazendo-lhe pequenas festas, discretas, perdoou a mentira, disse que não fazia mal entendia, assentiu que comer muito faz mal, confessou que em casa não tinha o habito de se deitar cedo, mas deixou a promessa sem o referir que podia mudar.
Na banalidade da conversa que tiveram mais que os perfis trocaram cumplicidades.

Ela disse-lhe tudo, a que horas se deitava, cedo sem novelas, o que habitualmente comia, coisas ligeiras, pediu-lhe desculpa por uma pequena mentira, a saída naquela noite não podia ser a dois as amigas ainda não sabiam.
Ele envergonhado encostou a sua mão a perna dela fazendo-lhe pequenas festas, discretas, perdoou a mentira, disse que não fazia mal entendia, assentiu que comer muito faz mal, confessou que em casa não tinha o habito de se deitar cedo, mas deixou a promessa sem o referir que podia mudar.
Na banalidade da conversa que tiveram mais que os perfis trocaram cumplicidades.
quarta-feira, novembro 22, 2006
Creio que vi o Amor começar…
Discutiam os prazos de interposição de recursos e as questões a ter em conta nos diferentes processos sumario ou sumaríssimo, recordavam os artigos, as alíneas e montantes de cada um, adveio então o silêncio, os olhos já discorriam sobre os beijos futuros e os projectos inimagináveis do primeiro toque de mãos.
Discutiam os prazos de interposição de recursos e as questões a ter em conta nos diferentes processos sumario ou sumaríssimo, recordavam os artigos, as alíneas e montantes de cada um, adveio então o silêncio, os olhos já discorriam sobre os beijos futuros e os projectos inimagináveis do primeiro toque de mãos.
terça-feira, novembro 14, 2006
sexta-feira, novembro 03, 2006
19:48

Ontem prendeu-se uma angustia no peito, por momentos fiquei mal disposto ao ponto de quase vomitar, veio á memória os sentimentos reprimidos por não estar no sítio certo a hora certa, as lágrimas que não saíram quando li a morte de Dora, o espanto calado quando na estação de Entrecampos ouvi uma mulher a cantar e a agradecer a Deus uma chuva torrencial que caia, o medo de queda de alguém que estava perto demais do comboio que passava.
Lisboa suburbana esta a transformar-me pensei inicialmente que fosse um outro universo para o qual eu só espreitaria ocasionalmente, ou faria tangentes quando a isso fosse obrigado, agora apercebo-me que não é nada disso, o meu medo é outro é de me tornar na senhora que ao meu lado usa as revistas cor-de-rosa como a gradação moral da sua vida, no senhor que se aniquila em sono profundo para esquecer que regressar a casa é só um passo para voltar amanhã.
Eu que amava Lisboa por tudo o que é romanceado, sinto-me traído pelo contraste do seu brilho que não escapa a primeira observação matinal de uma estação de comboios.

Ontem prendeu-se uma angustia no peito, por momentos fiquei mal disposto ao ponto de quase vomitar, veio á memória os sentimentos reprimidos por não estar no sítio certo a hora certa, as lágrimas que não saíram quando li a morte de Dora, o espanto calado quando na estação de Entrecampos ouvi uma mulher a cantar e a agradecer a Deus uma chuva torrencial que caia, o medo de queda de alguém que estava perto demais do comboio que passava.
Lisboa suburbana esta a transformar-me pensei inicialmente que fosse um outro universo para o qual eu só espreitaria ocasionalmente, ou faria tangentes quando a isso fosse obrigado, agora apercebo-me que não é nada disso, o meu medo é outro é de me tornar na senhora que ao meu lado usa as revistas cor-de-rosa como a gradação moral da sua vida, no senhor que se aniquila em sono profundo para esquecer que regressar a casa é só um passo para voltar amanhã.
Eu que amava Lisboa por tudo o que é romanceado, sinto-me traído pelo contraste do seu brilho que não escapa a primeira observação matinal de uma estação de comboios.
sexta-feira, outubro 27, 2006
18:30 Post de Antecipação
Hoje é um dia de memórias, recordações de um passado fantasiado quando a realidade era francamente diferente.
Não achei piada a nada, não houve desejo, não senti interesse, nada do que se passou deixou cicatrizes e actualmente deixei de rir por simpatia quando o recriam.
As recriações enfadam-me!
Quanto muito não me levanto e desapareço, quanto muito…
Hoje é um dia de memórias, recordações de um passado fantasiado quando a realidade era francamente diferente.
Não achei piada a nada, não houve desejo, não senti interesse, nada do que se passou deixou cicatrizes e actualmente deixei de rir por simpatia quando o recriam.
As recriações enfadam-me!
Quanto muito não me levanto e desapareço, quanto muito…
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