O não olhar ... Um espelho mantendo sempre a distância do vidro que não separa mas protege
"As palavras são, tantas vezes, feitas daquilo que significamos" Antídoto José Luís Peixoto
quinta-feira, abril 07, 2011
Ver de fora
Se as pessoas vissem o anti sorriso que exibem permanentemente . Desenham-se curvas parabólicas nas bocas
quarta-feira, março 16, 2011
Ar
Quanto tempo, quanto mais, quanto... E ainda assim nem sequer tenho a certeza de que seja a luz que me espera

terça-feira, março 15, 2011
Explicação
sexta-feira, março 11, 2011
quarta-feira, março 02, 2011
Escrever
Não é certo que seja por aqui que vou voltar à escrita mas até que consiga desligar-me, vou ensaiando.

sexta-feira, novembro 12, 2010
Cerejas … fora do tempo
quinta-feira, janeiro 21, 2010
Assim...
Não queria fazer luto mas não falar é pior que guardar e pior que deixar estar, morri um pouco com ele. Não lhe conheço uma história de tristeza e de zanga, creio mesmo que não sabia qual a voz que tinha para gritar, e não foi pela distância, era mesmo assim nas palavras da minha mãe. Tinha sempre um sorriso e uma satisfação na presença de todos nós na sua casa, nos almoços de domingo terminava sempre a dizer "bom almoço" creio que não dissociava do prato principal das presenças em cada um deles. Em novo foi correr a Europa juntando-se aos que procuravam uma vida melhor, França , Belgica e creio que Alemanha foram locais onde esteve e onde trabalhou. Lamento sempre nunca ter conseguido leva-lo de volta a Paris onde viveu junto do aeroporto de Orly, para o ouvir contar as suas pequenas histórias, para revisitar a casa onde viveu com a minha avó ela que me diz a todo o momento que ele gostava muito de nós, como se fosse necessário. Como se o colo dele não chegasse no final de um dia de trabalho, ou se as nossas vontades, prontamente atendidas não fosse testemunho bastante desse amor. O meu avô Joaquim partiu no dia que fazia 89 anos , como viveu, com muita calma, a pensar sempre nos outros e em paz com todos. E de repente apercebo-me que por muito que escreva não vou conseguir dizer um décimo do que ele era para nós. Desta vez nem uma foto encontro nem uma frase dita por outro desta vez perco mesmo as palavras sobre ele.
Não queria fazer luto mas não falar é pior que guardar e pior que deixar estar, morri um pouco com ele. Não lhe conheço uma história de tristeza e de zanga, creio mesmo que não sabia qual a voz que tinha para gritar, e não foi pela distância, era mesmo assim nas palavras da minha mãe. Tinha sempre um sorriso e uma satisfação na presença de todos nós na sua casa, nos almoços de domingo terminava sempre a dizer "bom almoço" creio que não dissociava do prato principal das presenças em cada um deles. Em novo foi correr a Europa juntando-se aos que procuravam uma vida melhor, França , Belgica e creio que Alemanha foram locais onde esteve e onde trabalhou. Lamento sempre nunca ter conseguido leva-lo de volta a Paris onde viveu junto do aeroporto de Orly, para o ouvir contar as suas pequenas histórias, para revisitar a casa onde viveu com a minha avó ela que me diz a todo o momento que ele gostava muito de nós, como se fosse necessário. Como se o colo dele não chegasse no final de um dia de trabalho, ou se as nossas vontades, prontamente atendidas não fosse testemunho bastante desse amor. O meu avô Joaquim partiu no dia que fazia 89 anos , como viveu, com muita calma, a pensar sempre nos outros e em paz com todos. E de repente apercebo-me que por muito que escreva não vou conseguir dizer um décimo do que ele era para nós. Desta vez nem uma foto encontro nem uma frase dita por outro desta vez perco mesmo as palavras sobre ele.
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