quinta-feira, abril 07, 2011

Ver de outra maneira

O não olhar ... Um espelho mantendo sempre a distância do vidro que não separa mas protege

Ver de fora

Se as pessoas vissem o anti sorriso que exibem permanentemente . Desenham-se curvas parabólicas nas bocas

Ver...

Hoje, tudo parece baço no primeiro olhar !

quarta-feira, março 16, 2011

Ar

Quanto tempo, quanto mais, quanto...  E ainda assim nem sequer tenho a certeza de que seja a luz que me espera


terça-feira, março 15, 2011

Explicação


Nunca tinha percebido porque gosto mais de praia nos dias frios que nos quentes.

Esta foto explicou-me perfeitamente porque !

sexta-feira, março 11, 2011

...ainda


Trocaram os brincos por extensores , mas a essência mantêm-se , Itaca ainda é a referencia formal

quarta-feira, março 02, 2011

Escrever

Não é certo que seja por aqui que vou voltar à escrita mas até que consiga desligar-me, vou ensaiando.


sexta-feira, novembro 12, 2010

Cerejas … fora do tempo




Procuro a cereja no meio do Copo … talvez a limitação corporativa seja sensível a retomas de vontades adormecidas pelo ritmo de vida.

Se funcionar é porque há uma conjuntura de recomeço a formar-se.

quinta-feira, janeiro 21, 2010

Assim...
Não queria fazer luto mas não falar é pior que guardar e pior que deixar estar, morri um pouco com ele. Não lhe conheço uma história de tristeza e de zanga, creio mesmo que não sabia qual a voz que tinha para gritar, e não foi pela distância, era mesmo assim nas palavras da minha mãe. Tinha sempre um sorriso e uma satisfação na presença de todos nós na sua casa, nos almoços de domingo terminava sempre a dizer "bom almoço" creio que não dissociava do prato principal das presenças em cada um deles. Em novo foi correr a Europa juntando-se aos que procuravam uma vida melhor, França , Belgica e creio que Alemanha foram locais onde esteve e onde trabalhou. Lamento sempre nunca ter conseguido leva-lo de volta a Paris onde viveu junto do aeroporto de Orly, para o ouvir contar as suas pequenas histórias, para revisitar a casa onde viveu com a minha avó ela que me diz a todo o momento que ele gostava muito de nós, como se fosse necessário. Como se o colo dele não chegasse no final de um dia de trabalho, ou se as nossas vontades, prontamente atendidas não fosse testemunho bastante desse amor. O meu avô Joaquim partiu no dia que fazia 89 anos , como viveu, com muita calma, a pensar sempre nos outros e em paz com todos. E de repente apercebo-me que por muito que escreva não vou conseguir dizer um décimo do que ele era para nós. Desta vez nem uma foto encontro nem uma frase dita por outro desta vez perco mesmo as palavras sobre ele.